A reverência Católica aos Montanistas

Teólogos e historiadores católicos, bem como alguns de vertente protestante e evangélica, costumam denegrir o Montanismo, classificando-o como um movimento heterodoxo. Indubitavelmente, o movimento se efetivou historicamente através da prática de seus indivíduos, que demonstraram, assim, suas convicções e suas características, motivando não somente uma análise diligente, mas elucubrações, rechaços e parecer excessivo, conforme atestam os muitos livros que abordaram o assunto sem uma precisão metodológica, tornando o fato desdenhoso. Os principais indivíduos dessas conjecturas foram Montano, Maximilla e Priscila, em decorrência do que registraram Eusébio, Epifânio, Apolônio e outros. Porém, um ponto relevante desses três ícones do movimento que nos surpreendem é a assimilação de suas orientações por parte de seus seguidores cujas vidas são exaltadas e elogiadas até hoje, sendo, inclusive, exemplos que desentoam os argumentos e as acusações sofridas pelo grupo.

Os preceitos Montanistas apresentaram um reavivamento de valores e formaram uma conduta específica para um fim estritamente bíblico: o conservadorismo. As intenções, portanto, tenderam a incorporar elementos da fé considerados absolutos, porquanto foram firmados pelo Salvador e pelos apóstolos, sendo imperiosa a guarda incondicional. A observância e a preocupação em ater-se aos fundamentos do Cristianismo fizeram com que o grupo criasse um vínculo com o passado, feito cuja finalidade denota sua identidade paradigmática. Para compreendermos melhor seu posicionamento, poderemos fazer uso de alguns conceitos de Durkheim. O sociólogo alemão define uma conduta pela qual deverá passar nossa investigação a fim de elucidarmos as particularidades do fato religioso. Deveremos partir, então, do simples para, paulatinamente, alcançarmos o complexo. No caso do Montanismo, invocamos a fé como unidade mais elementar, mas também como sendo a mais complexa. A fé indica o início da carreira cristã, bem como seu progresso através de uma potencialização espiritual (Hb 12:2). O ingresso na carreira cristã envolve uma perspectiva exclusivamente abstrata visto que a dádiva ou dom da fé provém de Deus e retorna para Ele com efeitos invisíveis e não perceptíveis (o batismo, neste quesito, materializará essa experiência); enquanto o avanço/crescimento na fé propõe uma relação concreta, pois envolve o próprio indivíduo exteriorizado na sua interação com o próximo e com o mundo que o rodeia. A complexidade é, então, um conjunto de manifestações que ocorrem em relação ao exterior. É na exteriorização de suas convicções (práticas e obras) que encontramos os ideais defendidos pelos Montanistas.

Para Durkheim, o exterior[1] é o agente propulsor da ação no crente, ou seja, o exterior interfere em seu agir por coerção, tornando, assim, a teoria durkheimiana muito mais empírica do que espiritual, afinal é assim que se apresenta a Sociologia. Sobre esse fenômeno, Durkheim (2003, p. 32) nos traz sua clássica definição de religião, na qual informa que “uma religião é um sistema solidário de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, separadas, interditas, crenças e práticas que unem em uma mesma comunidade moral, chamada igreja, todos aqueles que a ela aderem”. Assim, compreendemos que existe um elo (os preceitos cristãos, principalmente, os do apóstolo Paulo) entre o ser o que foi, mesmo diante de um contexto que não é o que parece ser, e o que de fato é, ou seja, enquanto o Montanismo (ser o que foi) resgatava elementos sagrados dos primórdios cristãos (o que de fato é) para incorporá-las ao seu cotidiano, os psíquicos ou materialistas, como foram denominados por Tertuliano os cristãos nominais (não é o que parece ser), viviam uma vida insipiente, na sua maioria sem demonstrarem uma profunda devoção com o sagrado. A concepção de sagrado para o Montanismo é inspirativa, por isso, apesar das objeções de seus opositores chama à atenção por força de sua devoção.

Durkheim criou um conceito de coerção social na qual entendeu que a religião é uma força impositiva da sociedade para com o indivíduo que funcionava para garantir uma coesão social. Desta maneira, uma teia é criada para garantir a organização do contexto social. Para Weiss (2012, p. 106),

Durkheim apresentava a religião como uma das formas de coerção social, que tinha a função de garantir a coesão, inclusive ao desempenhar o papel de representação do mundo, das tradições, dos traços culturais, respondendo, assim, a uma necessidade social. Talvez seja possível afirmar que se trata de uma definição elaborada a partir de um ponto de vista exógeno ao próprio fenômeno religioso, ou seja, a partir do ponto de vista da sociedade, enquanto organização mais abrangente. Ainda na nota 68, reconhece ter sido essa primeira definição demasiado formal, porém, destaca que ela tem a virtude de pôr em relevo o caráter social da religião, “[…] essa obrigação [que define a religião] advém, como mostrávamos, do fato de que essas crenças pertencem a um grupo, que as impõe a seus membros” (Durkheim, 2003, p. 507).

Entretanto, o Montanismo parece não ter cedido a uma força exterior do seu tempo que foi a de uma igreja majoritária, uma de suas realidades subjacentes, cujo domínio centrava-se embrionariamente nas mãos de um indivíduo. Foi, inicialmente, um grupo micro em um contexto macro, no campo do Cristianismo, que eclodiu fazendo um protesto e uma reação contra os institutos cristalizados, reverenciados e assimilados como verdadeiros por uma maioria apóstata. Apesar disso, os Montanistas não se apresentaram como insurgentes, mas como resgatadores de conceitos ortodoxos. Para Durkheim, a construção do credo religioso é proveniente do ser humano e não de um ser superior que a todos contempla e transmite sua vontade. Pelo menos uma incógnita é levantada: como pode o Montanismo expressar a teoria de Durkheim se não havia uma sujeição à sociedade que o cercava, nem uma assimilação dos seus valores e nem um portar-se em consonância com interesses políticos ou religiosos? O movimento Montanista foi reacionário e proferia uma pregação de apego quanto a um Reino do porvir e nunca voltado para a sistematização deste mundo. Apesar de, por um lado haver uma corrente politicamente poderosa, o Império Romano, e pelo outro, uma igreja em decadência doutrinária e moral cuja influência parece ter sido pontual nas figuras de alguns exponenciais, como bispos e escritores apologistas (Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Irineu de Lyon), os Montanistas se posicionavam contrassenso, independentemente de suas consequências.

Quanto às decisões, foram resolutos. Quanto à vida, dedicavam-se à piedade. Quanto à devoção a Deus e à comunhão, viviam entre crentes harmoniosamente e seus procedimentos foram tão fortes e impactantes que muitos dos seus opositores reverenciaram e reverenciam sua fidelidade a Cristo. Um dos mais significativos eventos que foram registrados na História foi o martírio de Cartago, no ano 203, nos tempos da perseguição de Sétimo Severo. Perpétua, uma jovem mulher de classe social elevada, e sua serva, Felicidade, grávida, foram presas sob acusação de transgredirem os institutos romanos de reverência ao imperador romano. Justo L. Gonzalez (2002, p. 135-137) trouxe o registro desse martírio como segue:

O mais famoso dos martírios dessa época é o de Perpétua e Felicidade, que teve lugar por volta do ano 203. É possível que Perpétua e seus companheiros tenham sido montanistas, e que o autor que nos deixou o testemunho de seu martírio tenha sido Tertuliano. Mas em todo caso o que mais nos interessa aqui é o fato de que os mártires são cinco catecúmenos, isto é, cinco pessoas que se preparavam para receber o batismo. Isto concorda com o que dissemos mais acima acerca do edito de Sétimo Severo. O crime de que se acusava a estes cinco jovens, vários deles adolescentes, não era só o fato de serem cristãos, mas também o de se haverem convertido recentemente, desobedecendo assim o decreto imperial. A heroína do “Martírio das Santas Perpétua e Felicidade” é Perpétua, uma mulher jovem de boa posição social que amamentava ainda a seu filho recém-nascido. Acompanhavam-na dois escravos, Felicidade e Revocato, e outros dois jovens chamados Saturnino e Secúndulo, mas de quem se sabe muito pouco. Boa parte do “Martírio” está posta nos lábios de Perpétua, e é muito possível que reproduza suas próprias palavras. Em todo caso, quando Perpétua e seus companheiros foram presos e o pai de Perpétua tratou de convencê-la a abandonar sua fé e assim salvar sua vida, ela lhe respondeu que, assim como cada coisa tem seu nome e é inútil tratar de mudá-lo, ela tinha o nome de cristã, e não podia mudá-lo. O processo de Perpétua e seus companheiros foi longo, ao que parece porque as autoridades queriam fazer todo o possível para incitá-los a abandonar sua fé. Felicidade, que estava grávida quando foi presa, temia que em razão de sua gravidez a perdoassem, ou ao menos que atrasassem o seu martírio e que não pudesse então sofrer juntamente com seus companheiros. Mas segundo o “Martírio”[2], suas orações foram respondidas, e ao oitavo mês de gravidez deu à luz uma menina, que imediatamente foi adotada por outra irmã na fé. Quando a viam se queixar das dores do parto, seus carcereiros perguntavam como ela esperava ter a coragem necessária para enfrentar as feras. A resposta de Felicidade é característica do modo em que muitos daqueles cristãos dos primeiros séculos enfrentavam o martírio:

Agora meus sofrimentos são só meus. Mas quando tiver que enfrentar as bestas haverá outro que viverá em mim, e sofrerá por mim, posto que eu estarei sofrendo por ele.

Os mártires varões foram por fim lançados a feras, e Saturnino e Revocato morreram rapidamente, mas a Secúndulo nenhuma fera quis atacá-lo. O javali que soltaram, em lugar de atacá-lo, feriu de morte um dos soldados. Quando o ataram para que um urso o atacasse, o urso negou-se a sair de seu esconderijo. Por fim, o próprio Secúndulo anunciou ao seu carcereiro que um leopardo o mataria de uma só dentada, e assim foi. Quanto a Perpétua e Felicidade, anunciaram-lhes que lhes haviam preparado uma vaca furiosa que as chifrasse. Quando Perpétua foi chifrada e lançada ao alto, simplesmente cingiu mais estreitamente seu vestido desfeito sobre suas carnes expostas, e pediu que lhe permitissem recolher sua cabeleira, porque a cabeleira solta como haviam deixado era sinal de luto, e para ela este era um momento feliz. Logo, foi para onde jazia Felicidade, também ferida pela vaca, levantou a sua companheira, e perguntou em voz alta que surpreendeu a todos: “Onde está a famosa vaca?” Por fim, desgarradas e sangrando, as mártires se reuniram no centro do anfiteatro, onde se despediram com o ósculo de paz e se dispuseram a morrer à espada. Quando chegou a vez de Perpétua, seu verdugo tremia e não acertava ferí-Ia de morte, e ela tomou-lhe a mão e a dirigiu para que a ferisse na garganta. Ao chegar a esse ponto, o “Martírio” comenta: “Talvez o demônio a temesse tanto que não se atrevia a matá-Ia sem que ela o quisesse.”

Ora, o catolicismo romano tem nas figuras de Perpétua e Felicidade referenciais de fé. Elas demonstraram um grande exemplo e testemunho, pois levaram suas convicções às piores consequências, sendo ultrajadas com uma morte injusta, discriminatória e cruel. O comportamento e a serenidade com as quais enfrentaram a agrura imposta pelas determinações imperiais ecoaram, demonstrando o que Paulo tinha ensinado quanto à esperança cristã (“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”, Fl 1:21) . É muito importante dizermos que elas não eram católicas, mas Montanistas (Butler: 2014). Suas instruções quanto à fé foram de acordo com os princípios cristãos contidos nas Escrituras. Não temos dúvida disso. Mas, a instrução recebida foi dentro do contexto Montanista, motivo que nos faz vislumbrar a fluência das doutrinas autênticas entre eles.

Mas o que fez com que o catolicismo tivesse intenções com sujeitos que não comungavam de suas convicções religiosas? Pretensamente, promover a idolatria e contrariar as convicções Montanistas ou barganhar para si uma membresia que não lhe pertencia. No período em questão, podemos entender que existia um cristianismo híbrido, consequentemente bastardo, e outro Cristianismo que insistia em retornar aos padrões neotestamentários, sendo considerado puro. Por cristianismo híbrido, entendemos o misto ocasionado entre preceitos Escriturísticos, tradição oral (uma suposta orientação apostólica que desentoa dos escritos bíblicos, transmitida oralmente na igreja) e inovações que vêm de questionáveis atitudes de devoção (por exemplo, após a morte de Policarpo de Esmirna, os seus discípulos desenterraram seus restos mortais e guardaram seus ossos para anualmente prestarem culto, ou seja, o estabelecimento de um culto às relíquias). Desta forma, percebemos um incremento negativo e cheio de contradições nesse cristianismo misto emergente. Foi através desse cristianismo negativo que a institucionalização da fé cristã prevaleceu, consolidando o império católico. Portanto, a idolatria aos mártires é uma afronta aos conceitos Montanistas e ao puro Cristianismo. A idolatria nega a Palavra Fiel, obriga a uma digressão da verdade e impõe a cegueira espiritual, além de desviar a atenção da fidelidade e fé das santas mulheres Montanistas que evoca uma glorificação não para o homem, mas para Deus.

Quanto à defesa da fé, Tertuliano é também reverenciado pela sua veia doutrinária de “sangue ardente”. Para Tertuliano, havia uma necessidade premente de se utilizar a linguagem da fé para superar qualquer obstáculo à mesma. O Cristianismo não poderia sucumbir ante as heresias, por isso escreveu tratados contra os hereges (De Praescriptione Haereticorum, Adversus Hermogenem, Adversus Marcionem, Adversus Valentinianos, Adversus Praxean). Da mesma forma, entendendo que os judeus e os pagãos não teriam parte no Reino de Cristo contra argumentou as concepções de ambos, estabelecendo alguns escritos que desqualificavam suas convicções (Adversus Iudaeos e Ad Nationes). Igualmente e valendo-se de uma linguagem sábia e jurídica, atestou a injustiça romana no que dizia respeito às muitas perseguições contra os cristãos de sua época e as enviou para governadores do Império suas contestações (Apologeticum). Uma declaração inusitada, mas muito oportuna, foi a palavra proferida por Joseph Aloisius Ratzinger (Bento XVI), na qual considerou Tertuliano mestre da fé para os dias de hoje e testemunha da perene atualidade da fé cristã, de modo que “a sua obra deu frutos decisivos, que seria imperdoável subestimar. A sua influência desenvolve-se em diversos planos: partimos da linguagem e da recuperação da cultura clássica, chegando aos da localização de uma comum ‘alma cristã’ no mundo e da formulação de novas propostas de convivência humana”. Ainda faz a seguinte colocação:

Mas Tertuliano, como qualquer bom apologista, sente ao mesmo tempo a exigência de comunicar positivamente a essência do cristianismo. Por isso ele adopta o método especulativo para ilustrar os fundamentos racionais do dogma cristão. Aprofunda-os de modo sistemático, começando pela descrição do “Deus dos cristãos”: “Aquele que nós adoramos afirma o Apologista é um Deus único”. E prossegue, empregando as antíteses e os paradoxos característicos da sua linguagem: “Ele é invisível, mesmo se o vemos; inalcançável, mesmo se está presente através da graça; inconcebível, mesmo se os sentidos humanos o podem conceber; por isso é verdadeiro e grande…”

Além disso, Tertuliano dá um grande passo no desenvolvimento do dogma trinitário; deu-nos no latim a linguagem adequada para expressar este grande mistério, introduzindo os termos “uma substância” e “três Pessoas”. De maneira semelhante, desenvolveu muito também a linguagem correcta para expressar o mistério de Cristo Filho de Deus e verdadeiro Homem.

O Africano fala também do Espírito Santo, demonstrando o seu carácter pessoal e divino: “Cremos que, segundo a sua promessa, Jesus Cristo enviou por meio do Pai o Espírito Santo, o Paráclito, o santificador da fé daqueles que crêem no Pai, no Filho e no Espírito”.

Vale ressaltar, que a doutrina da tri-unidade divina, exaltada por Bento XVI, foi produzida na fase Montanista do africano cristão. Mais uma prova de que a produção literária do grupo se encaminhava para um alinhamento com os ditames fundamentais da fé cristã, contida nas Escrituras Sagradas. No entanto, não é a afirmação de Bento XVI que a torna verdadeira. A utilização de sua afirmação é apenas no sentido de se perceber a coerência e o bom senso.

Ora, se verificamos um comportamento autenticamente cristão nos seguidores do Montanismo, somos impelidos a acreditar que no processo de discipulado, ou melhor, no catecumenato, e nas demais formas de exposição dos conceitos bíblicos seus líderes demonstraram um profundo apego às instruções do Mestre. Sabemos que Montano, Maximilla e Priscila deixaram um legado escrito, mas perdido hoje, de maneira que o testemunho dos seus seguidores são fatos suficientes que demonstram a qual segmento doutrinário pertenciam: ao autêntico Cristianismo.


Referências

Durkheim, Emile. As Formas Elementares da Vida Religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 2003

Gonzalez, Justo L. Uma História Ilustrada do Cristianismo, Vol. I – A era dos mártires. São Paulo: Vida Nova, 2002.

Bento XVI. Tertuliano (Audiência GeralQuarta-feira, 30 de Maio 2007). Disponível em https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20070530.html. Acesso em 04 de Mai. De 2015.

Weiss, Raquel. Durkheim e as formas elementares da vida religiosa. Debates do NER, Porto Alegre, ano 13, n. 22 p. 95-119, jul./dez. 2012. Disponível em www.seer.ufrgs.br/debatesdoner/article/download/36520/23591. Acesso em 04 de Jul. 2016.

Butler, Rex D. The New Prophecy and ‘New Visions’: Evidence of Montanism in ‘The Passion of Perpetua and Felicitas’. USA: Borderstone Press, LLC, 2014.

NOTAS

[1] Não confundir “exterior” com “exteriorização”. São dois conceitos distintos, nos quais “exterior” diz respeito ao meio/contexto e a “exteriorização” é o processo de manifestação das convicções interiores através da prática e das obras dos sujeitos.

[2] Martírio é um texto atribuído a Tertuliano que narra os eventos finais das vidas e o martírio de Perpétua e Felicidade. “The Passion of SS. Perpetua and Felicity”, em inglês, disponível em http://www.tertullian.org/anf/anf03/anf03-54.htm, e em latim, “Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis”, disponível em http://www.tertullian.org/latin/perpetua.htm.

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