A EXPLOSÃO PENTECOSTAL | Conclusão | Por Jack Hayford

Muitos que foram convertidos por Barrett ao pentecostalismo carregariam a mensagem para outras nações. Alexander Boddy, um pastor anglicano que recebeu o pentecostalismo por meio de Barrett, tornando-o um influente líder pentecostal na Inglaterra. O líder do movimento holiness alemão, Jonathan Paul, abraçou a mensagem pentecostal através de Barrett e levou o pentecostalismo para a sua nação, embora tenha encarado muitos desafios nas primeiras décadas do século XX.

Lewis Pethrus, um pastor batista na Suécia, tornou-se um dos mais frutíferos convertidos por Barrett. Pethrus liderou uma igreja vibrante e crescente – por décadas sua igreja em Estocolmo foi a maior igreja pentecostal no mundo – que estimulou um significativo movimento penteocstal que tornou-se a maior Igreja Livre na Suécia.

Apesar da Apostolic Faith Missionde Los Angeles nunca ter formado nenhuma organização missionária estruturada, seu ethosmissional deflagrou inúmeros outros avivamentos por toda a nação, tornando-se centros de envio para o cumprimento da Grande Comissão. Pequenas demominações pentecostais formaram, juntamente com outras denominações holiness que se indentificaram ao novo movimento, seus próprios programas missionários. Grupos independentes se juntaram para criar pequenas sociedades missionárias para enviar missionários. Muito disso foi uma efusão do entusiasmo gerado pelas notícias do avivamento da Rua Azusa.

Uma das histórias mais ímpares das antigas missões pentecostais envolvem dois suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, Os dois imigrantes viviam em South Bend, Indiana, onde ambos abraçaram o pentecostalismo. Depois que Vingren começou a pastorear uma igreja batista sueca em South Bound em 1910, ele e Berg foram cativados por uma profecia que repetia a palavra “pará, pará.” Uma interpretação da profecia dizia que Berg e Vingren deveriam ir ao Pará. Sem a mínima idéia de onde era o lugar, eles visitaram a Biblioteca Pública de Chicago e depois de procurarem, eles encontraram uma província no Brasil com aquele nome.

Através da generosidade de amigos, os dois homens levantaram fundos o suficiente para comprar duas passagens apenas de ida para o Brasil, mas no caminho para Nova York onde eles embarcariam em um navio, eles deram seu dinheiro para outro missionário. Milagrosamente, a medida que eles andavam pelas ruas de Pittsburgh, uma mulher desconhecida abordou Berg e Vingren e deu a eles a exata quantia necessária para sua viagem ao Brasil.

Estes “missionários com passagens apenas de ida”, emprestando o termo que Vinson Synan referia-se a eles, desembarcaram no Brasil no outono de 1910 e dentro de um ano eles estavam plantando igrejas pentecostais. Anos depois de ter sido fundada a denominação americana Assemblies of God, o novo movimento no Brasil foi organizado e denominado como Assembléia de Deus. Hoje a igreja pentecostal no Brasil conta com aproximadamente 25 milhões de membros.1Este é um relato notável da direção sobrenatural de Deus e muitas outras histórias como essa podem ser contadas.

Os esforços missionários iniciais do jovem movimento pentecostal foram reconhecidamente dispersos, mas exemplificam um zelo pela evangelização mundial e sinalizam, ainda em sua infância, a força que eles iriam ter no curso do Século XX. Gradualmente pentecostais, utilizando suas habilidades organizacionais pragmáticas, tornam-se mais estratégicos e focados no cumprimento da Grande Comissão. Mesmo depois de 100 anos, a iminente volta de Cristo se mantém como uma força movivadora para os pentecostais. Além do que, o inquestionável sucesso do pentecostalismo nas missões transculturais está vinculado ao seu inequívoco compromisso com os sinais, prodígios e dons espirituais como centrais para a proclamação do evangelho.

1. E. A. Wilson, “Brazil”, NIDPCM, 35.

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